monólogo: diário de uma destruição

a lua e a estrela. [soneto]

o coração batia,
mais forte que tambor de torcida.
tentando respirar,
refletia sobre a vida.

olhei pro céu.
vi a lua e a estrela.
reveladora paisagem,
encantador é vê-la.

dias passam,
aqui continuo,
na fria estação.

mas Teu céu aberto
me trouxe sentido:
É renovação.

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monólogo: diário de uma destruição

[resgate].

reconheço.
é um resgate.
nunca pensei,
nem sequer cogitei
alguém que tanto amasse.

sinto o frio.
o ar cheio.
nunca imaginei
mas, respirando eu sei
que essa dor, tu quer que passe.

vejo teu céu.
brilha forte.
nunca mais sonhei
mas, olhando, relembrei
luz que és e que criaste.

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monólogo: diário de uma destruição

ar.

embora eu não entenda,
e a dor me surpreenda,
em tudo posso ver o seu mover.
mesmo que eu pereça,
e meu corpo enfraqueça
em minha morte me faz reviver.

um novo canto erguerei
em honra a quem tu és.
estabilidade, Rocha
em Ti firmo os meus pés.

amor que não suporta
ver minha auto-destruição
e manifesta graça ao soprar.
suas cordas me prendem
em peso majestoso
nunca deixam eu me afastar

levarei seu nome
para onde me levar
faz em mim o teu querer
e o teu efetuar

quando o fôlego faltar,
grita minh’alma a te buscar.
Deus, permanecerei.
quando me faltar o ar
sei que tu és meu respirar
em ti confiarei.
só a ti cantarei.
fiel.

isso é graça.
nos basta.
nos faz novo, de novo.

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aqui.

vícios me separam da minha terra.
dias de recaída,
trancado,
vivendo uma guerra.

duas naturezas em conflito.
de imoral e malfeitor,
de um filho e servo,
com um coração aflito.

abri a janela e senti o frio.
corpos que não vejo
protegeram meu sistema,
arrependimento tardio.

lembrei assim do amor.
destruidor, irado
se manifesta intenso
mas não guarda rancor.

uma eterna partida de futebol.
alguém sempre perdendo,
deixa a Copa marcando gol.
nada novo debaixo do sol.

somos como a lua.
em todos seus ciclos,
ilumina a noite,
com uma luz que não é sua.

isso é graça. nos basta.

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