propósito

Eu, à porta.

O que você fez com a notícia que eu
Te dei outra chance?
O que você fez ao saber que te amo
Assim como antes?

Foi
para os bares e folias
Foi
aos prazeres, fantasias
Foi
pra bem longe
E eu aqui à sua porta
Com vinho e pão mais uma vez

Eu estou te chamando
Aqui é seu lugar, comigo é seu lugar.
Eu estou te esperando
Vem me encontrar, vem me encontrar.

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Aldersgate

Distopia.

Parei pra não pensar:
Quanto vale a vida de alguém? 1
Fotos lindas enganam a quem? 3
Qual o preço para me comprar? 2

Preciso escolher:
Esquerda ou direita pra votar?
Qual corrupção quero notar?
De mil likes não sobra ninguém

sem saber qual a via.
a viver distopia.

Segunda acordar
Respirar o ar da capital
Mortes e tragédias no jornal
Vida de café e trabalhar

Tô bem, também tão mal
Sem parar de olhar pro celular
O tempo todo a me autoafirmar
Quero a dor de uma vida real.

sem saber qual a via.
a viver distopia.
sem saber ler a vida,
como ser alguém?

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o amor que pelo mundo vai.

Ora.

Ora,
Que deus pode te contrariar?
Se sua vontade já determinou,
Se no coração já amou,
Não tem por que perguntar.

Ora,
Se a pressa é inimiga,
Os ponteiros mal viraram
E dois dias cessaram,
Até o ardor causar intriga.

Ora,
Se esperar é caminhar
Me diga, que espera há
Em paixão tão inesperada?

Ora,
Eu vou me contentar
Com o que a vida dará
Mesmo que não me reste nada.

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A Cidade dos Homens - São Paulo

quando chove, parte 2

não chovia há dias.
ia bem a jornada.
o amor é nuvem,
cai, como gota,
até não restar mais nada.

chuva incessante,
como as decepções.
o amor é chão
duro, implacável,
na queda, deixa arranhões.

águas caem lá dentro,
como as dos olhos aqui fora.
o amor é avenida Paulista
muitos passam, atravessam,
só fica quem mora.

o céu vermelho…
ele ainda é um sinal.
o amor é apocalipse,
destrutivo, nocivo,
nosso ponto final.

som das gotas batendo.
era pra ser agora.
o amor é plano b,
se eu não quiser ninguém,
também não você.

está chovendo demais lá fora.

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